quarta-feira, abril 19, 2006

O dia de hoje

Hoje me disseram que eu já não sou mais quem já fui, porque não confio mais no meu taco, não sou mais a menina otimista de outrora. Por quê?

Não sou mais menina mesmo, cresci! E mais, não estou mais na estufa de carinho e proteção dos meus pais: moro numa república a mais de 3 mil kilometros de casa e tenho que resolver os problemas que me aparecem!

Estou na faculdade, será que conta? Na verdade, numa puta de uma universidade que me fez sair da minha cidade, casa, igreja, de perto da minha família pra poder viver tudo isso com intensidade. É claro que quando eu saí de casa não pensava exatamente assim: eu queria estudar numa universidade pública do estado de São Paulo porque era meu sonho de infância. Acho que começou porque eu gostava das viagens que fazia para cá quando era criança.

Não estou mais em casa. Não tenho meus pais para resolver ou compartilhar meus problemas.
Não tenho mais a igreja que tinha.
Não tenho dinheiro, não tenho emprego - apesar de tentar tê-lo - e isso me deprime às vezes.
Não vejo mais o mundo com as lentes da Teologia da Prosperidade ou da Libertação, tampouco do Neoliberalismo evangélico.
Não convivo com pessoas perfeitas ou aperfeiçoadas, ainda bem que as pessoas com quem tenho convivido se assumem mais - pelo menos se comparadas às que eu convivia antes.

Realmente, esse é um pouco do que já mudou na minha vida. Será que ainda daria para eu ser animadíssima sempre como eu era, otimista com relação ao mundo e ao que eu poderia realizar nele? Será que eu tenho como acreditar ainda que, eu vou "vencer" porque eu luto e sou especial para Deus?
Eu, centro de tudo? Eu, eu , eu?

Estou séria, não sem rir. Mas eu rio de mim. Satirizo-me nós todos.

Não sou pessimista. De forma alguma! Eu ainda mantenho um idealismo de mudar tudo com que me envolver para melhor - pretenciosa, eu!? Que seja uma pequena mudança. Para mim, uma pessoa é um mundo. Ajudei uma, ajudei o mundo. Aprendi com uma, aprendi com o mundo.

Agora não me diga que "é só fazer sua parte que tudo dá certo". Não dá.

terça-feira, abril 18, 2006

Mais um poema

Sinceramente, meu forte não são os poemas. Tampouco escrever. Minha arte é (con)viver. Mas, ainda assim, insisto em escrever de vez em quando. Não sou poeta ou artista, sou uma simples garota brincando com as palavras.

Ontem me deu vontade de escrever e eu obedeci. Aí está o resultado.


Ei, mocinha
Ele só toca esse samba
Pra ver quem canta
Mas já não distingue
voz
timbre
ritmo
harmonia
compasso
ou a sua melodia.

terça-feira, março 14, 2006

Início

Nossa História em Verso ou Encontros e Desencontros


Você me acha
Espanta
Pega
E fala
Aí Leva
Esqueço...

Você me Balança
Mexe
Confunde
Espalha
Junta
Ajuda
Ensina
Prega
Passa
Impede
Entende
Desmente
Pisa
Arranca
Espirra
Puxa
E traz
Fica

Amassa
Namora
Dispõe
Desfaz
E faz e refaz

Enquanto eu
Fe(menina) de vez

Te Olho
E temo...
Aí te ignoro.
Espero
Deixo
Penso
Vejo
Chamo
Grito!
Vou
Encontro
Falo
Calo
Paro
Ouço
Sinto
Escolho
Decido

Te Desejo (suspiros)

Permito
Avanço
Deliro
Atravanco
Tremo
Choro
Caio
Ralo
Curo
Sento
Ando
Me perco...
Te acho

Duvido
Insisto
Acredito

Oro

Amo

(Não tem ponto, não tem fim)

Passo